Número de analfabetos no Brasil é maior que toda a população de Portugal


De acordo com o segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado em outubro de 2017, o Brasil tem cerca de 13 milhões de analfabetos  e não consegue reduzir este valor desde 2014, ou seja, há três anos. Um país com um grande potencial, mas uma triste realidade.

Se formos analisar o número de analfabetos no mundo, o valor gira em torno de 100 milhões, ou seja só no Brasil, são 13% deste montante. Além disso, ocupa a oitava colocação no ranking de países com maiores números de analfabetos, atrás da Índia, China, Paquistão, Bangladesh, Nigéria, Etiópia e Egito. 

Muitos estudantes brasileiros chegam ao ensino médio com um conhecimento muito defasado do ensino fundamental, além de muitos chegarem sem saber ler e escrever. Além disso, muitos desistam e nem chegam no colegial. Isso se deve pelo falta de incentivo aos alunos concluírem o ensino médio, e pela má educação dos mesmos. A economia, o desemprego e a qualidade de vida também influenciam na educação dos jovens, sendo muito ruins quando percebido a falta destes três itens.

A região do nordeste possui a maior taxa de analfabetismo no país (16,2%).É importante ressaltar a quantidade de desempregados e o alto número de pobreza nesta região, influenciando diretamente na educação da população. Muitos jovens não possuem meios de ir à escola, sendo explicado pelo fato da distância e da falta de transporte coletivo. Outros acabam trabalhando com os pais, não sendo incentivado a estudar e buscar uma carreira profissional. 

O número de analfabetos no Brasil também reflete o passado. Muitos desta porcentagem são idosos, que não receberam uma boa educação em suas juventudes. Mas o que preocupa é que mesmo com o aumento das "oportunidades" para adesão a faculdade, muitos jovens ainda saem de suas escolas sem saberem o mínimo de matemática e português por exemplo. Isso exemplifica a falta de qualidade da educação, principalmente em escolas públicas, onde a falta de professores é evidente e a falta de apoio à eles e aos estudantes pelos governantes é iminente.

O custo do analfabetismo reflete no futuro dos jovens, consequentemente refletindo na economia, educação e desempregos do país. A educação é essencial em todos os aspectos, mas isso acaba sendo esquecido tanto pelos pais na educação de seus filhos, tanto pelos governantes no investimento nas escolas. 

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