A relação da ciência com a política e seu papel na atualidade





A importância da ciência, quanto na história, e na atualidade é facilmente perceptível, visto em três termos essenciais que compõem tamanha grandeza. Experimentação, estudo sistemático e a observação. Estes termos, quando bem relacionados, constituem de um modelo de método científico eficaz e conclusivo. Segundo o presidente da Rede Interamericana das Academias de Ciência, " a voz da ciência deve ser ouvida no tratamento de questões mundiais, pois, ela é a mais bem-sucedida criação do conhecimento e por lidar apenas com argumentos baseados em evidências."


Numa transmissão no canal de televisão National Geographic no início de 2017, foi mostrado as dificuldades em que os cientistas vivenciam, onde os resultados de seus trabalhos, em vários casos, são utilizados para fins militares. Albert Einsten, anos antes do lançamento das bombas nucleares no Japão, no fim da segunda guerra, tinha enviado uma carta dirigida ao presidente americano Franklin Roosevelt, pedindo que não utilizasse bombas nucleares contra o Japão. Tal apelo, tanto de Einsten, quanto de outros cientistas, foi recusado pelo vice-presidente Harry Truman (após a morte de Roosevelt), classificando-os como tolos e ingênuos.

É visualizado, que teses científicas são utilizadas pelos governos, através de seus interesses, sendo estes diferentes das ideologias dos cientistas. Um outro exemplo, de vários existentes, foi a morte de Arquimedes, um grande cientista que ajudou Siracusa a defender a sua cidade em um ataque romano, sendo morto como combatente. O comandante romano lamentou a sua morte, visto no interesse em utilizar suas ideias.

É importante ressaltar, as limitações que a ciência enfrenta em todo o mundo, como o reconhecimento de seus avanços e evoluções humanas, além da mudança constante e da falta de resolução de alguns problemas mundiais. Muitos acusam os cientistas por terem criados a bomba atômica, mas não foram eles que quiseram a explosão da mesma, e sim os políticos.

Segundo, o Professor Emérito da USP, e presidente da Fapesp, "Por mais talentosos e criativos que sejam os cientistas, eles não podem ter a ilusão de poder definir as políticas adotadas pelos governantes."

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